Quando os microcomputadores invadiram os mercados do mundo, o Windows era um projeto e o sistema operacional da moda era o DOS (Disk Operation System), ou melhor, o MS DOS. Naquele tempo muitos softwares eram lançados, impregnados de ferramentas de segurança para evitar a pirataria. Entretanto, isso não acontecia com o MS DOS, que era “pirateado” às toneladas. Resultado! O Sistema Operacional da Microsoft se popularizou em todo o planeta. Assim, quando Bill Gates não faturava com as vendas, faturava o marketing gratuito.
Parece que algo parecido aconteceu com o filme Tropa de Elite, ao meu ver o mais comentado e elogiado produto do cinema nacional. O Diretor do filme, José Padilha, disse que a principio tentou evitar a pirataria, mas, como vimos, não conseguiu. Uma pesquisa do Data Folha constatou que 19 % dos paulistas assistiram o filme pirateado. A partir deste dado, Padilha estima que em todo o Brasil, o filme, na versão pirata, foi assistido por 10 milhões de pessoas. Apesar disso a estréia do Tropa de Elite nos cinemas do Rio e de São Paulo foi um tremendo sucesso de público. Tudo isso sem gastar um centavo com a mídia. Também aqui, o que se perdeu nas vendas se faturou em marketing.
Nestes casos, minha mãe diria: “Há males que vêem para o bem”. A gente sabe que não é sempre assim. Porém, estes ilícitos – pirataria, corrupção e outros - vão se tornando rotineiros e acabam passando batido pelo nosso espírito de cidadania. Será que é isto o que chamam de “banalização”?
Parece que algo parecido aconteceu com o filme Tropa de Elite, ao meu ver o mais comentado e elogiado produto do cinema nacional. O Diretor do filme, José Padilha, disse que a principio tentou evitar a pirataria, mas, como vimos, não conseguiu. Uma pesquisa do Data Folha constatou que 19 % dos paulistas assistiram o filme pirateado. A partir deste dado, Padilha estima que em todo o Brasil, o filme, na versão pirata, foi assistido por 10 milhões de pessoas. Apesar disso a estréia do Tropa de Elite nos cinemas do Rio e de São Paulo foi um tremendo sucesso de público. Tudo isso sem gastar um centavo com a mídia. Também aqui, o que se perdeu nas vendas se faturou em marketing.
Nestes casos, minha mãe diria: “Há males que vêem para o bem”. A gente sabe que não é sempre assim. Porém, estes ilícitos – pirataria, corrupção e outros - vão se tornando rotineiros e acabam passando batido pelo nosso espírito de cidadania. Será que é isto o que chamam de “banalização”?
Um comentário:
Flávio
Você sabe muito bem que esse é um assunto polêmico, corrente, instigante e está aí a desafiar a inteligência de todos os poderes. Por maior poder de síntese que se tenha, um simples comentário não é suficiente. Amigo!!! A vida, graça divina, foi banalizada. Mata-se gente como formiga. O resto: corrupção, pirataria, compra de votos... é fichinha
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