quinta-feira, 26 de junho de 2008

Desculpas a D. Pedro II.

Já fui muitas vezes a Petrópolis e, em algumas, visitei o Museu Imperial. Ali fiquei abismado contemplando o tamanho e a suntuosidade do palácio. Vez por outra tentava imaginar o quanto teria sido gasto com aquela construção e quanto teria sido o sacrifício do povo, pagando impostos para dar luxo a família real.

Neste último final de semana estive mais uma vez naquela cidade e, na noite de sábado, fui assistir ao espetáculo Som e Luz nos jardins do Museu que conta a história de D. Pedro II e sua família. Aliás, eu recomendo.

Durante o espetáculo percebi que fui injusto com o Imperador. Na narrativa sobre a construção do Palácio, o locutor informou que a obra foi totalmente custeada pelo próprio D. Pedro II.

Naquele instante me desculpei com a memória do Monarca. Pensei, então, na reforma do apartamento do ex-reitor da Universidade de Brasília e aí não quis pensar mais em nada.

Coisas que eu penso...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Esmola absurda

Tem crianças nos sinais de trânsito jogando bolinhas para o ar, outras enlameando os pára-brisas dos carros, outros mais apenas pedindo. Porém, todos a busca de uns trocados, sei lá eu pra que uso, imagino que seja para garantir a sobrevivência. Aliás, por todo lado que andamos, em qualquer parte do mundo, encontramos alguém mendigando. Li num artigo na Internet que mendigar dá mais dinheiro que muita profissão, mas na Bíblia aprendi que devemos olhar para os que nos pedem com olhar de misericórdia.

Ouço por aí toda sorte de pedido. Tem aqueles que pedem para interar na passagem, tens os que pedem um pão ou algo para matar a fome, pedem para comprar remédios ou uma cachacinha. Não faltam motivos para esmolar. Da minha parte procuro analisar os pedidos e vez por outro atendo, confesso que raramente.

Outro dia, porém, fui abordado por alguém esmolando algo inusitado. Já vivi 52 anos e nunca tinha passado por situação parecida: O sujeito folheando páginas com fotos de mulheres nuas e com corpos esculturais, olhou para mim e me argüiu suplicante:

- Paga uma prostituta dessas pra mim?

Era o caso do cara fazer sexo duas vezes: Com a prostituta e com meu bolso. Dessa vez não fui misericordioso.

Coisas que me pedem...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Tricolor de coração

Eu sempre achei que não deveria revelar, aqui no Blog, o meu time de coração, apesar de que todos que me conhecem e que me dão o prazer de visitar e ler minhas postagens sabem que eu sou Fluminense.

A campanha do Fluzão na Copa Libertadores tem me deixado super feliz, mas também, tem abalado o meu emocional. Ando fazendo coisas que jamais imaginei que fosse capaz. Porém isso não é uma loucura exclusiva, outros tricolores têm narrado experiências parecidas.

Nelson Paes me incentivou a contar aqui um fato que aconteceu no segundo jogo contra o Boca Juniors, no Maracanã (04/06/08). Jogo que assisti das cadeiras azuis, pois os ingressos das arquibancadas se esgotaram nas primeiras horas de venda.

A torcida cantava, talvez para aliviar a tensão, o Boca havia feito 1 a 0. Porém, com o gol de empate, explodimos de alegria e alívio (para a maioria). Quanto a mim, ao invés de me acalmar, fiquei mais tenso. Naquela altura eu não tinha mais estrutura emocional para ver a partida. Subi para os corredores de acesso e fiquei andando de um lado para outro. Vez em quando me esgueirava entre as cabeças dos torcedores e via o jogo aos pouquinhos, até que o Flu virou para 2 a 1. Passada a euforia da comemoração voltei a andar pra lá e pra cá. Nesse momento eu estava só e muito mais desorientado.

Eu curtia minha agonia até que de repente surgiu um cara muito mais tenso do que eu. Ele veio andando na minha direção e suplicante, com a voz embargada, me pediu:

- Fica aqui comigo!

Não sei quem era aquele cara. Poderia ser um assaltante de bancos, um traficante, um médico famoso, um policial, o Presidente de uma grande empresa. Enfim, era um tricolor e eu sabia exatamente o que ele estava sentindo. Assim, ombro a ombro caminhamos juntos durante eternos minutos até que os pulos e gritos da torcida comunicaram o terceiro gol do Flu. Fiz coro com a torcida e quando quis abraçar meu novo amigo, ele jazia deitado no chão. Achei que tinha tido um piripaque até que pude ouvir sua voz rouca dizendo:

- Nennnnnse! Nennnnse! Nennnnse!

Levantou-se de um salto, me deu um abraço de agradecimento e sumiu no meio da multidão.

Coisas do futebol...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Subtração

No Brasil, onde tem R$ 0,01 tem alguém querendo subtraí-lo de maneira fácil, sem preocupações com a legalidade. O pior é que as quadrilhas são formadas por quem deveria combatê-las. Como é que esse país ainda avança?

Resta cair de joelhos e pedir a Deus que nos livre de Alvaros, Garotinhos, Paulinhos e outros milhares de lafranhudos.

Coisas que me irritam ...