quinta-feira, 15 de maio de 2008

Salários de Negros e Brancos

Quantas gerações são necessárias para que uma família em total estado de miséria ascenda de classe social? Ainda não me dediquei a procurar estudos que respondam a esta pergunta. Porém, imagino que, naturalmente, não sejam poucas.

Esta pergunta me ocorreu no dia 13 de maio. Eu ouvia a “Voz do Brasil” quando o locutor deu a seguinte informação: “Os salários dos negros são 53% dos salários dos brancos”. Certamente esta notícia não foi dada de maneira correta. Não acredito que uma empresa pague salários diferenciados para uma mesma categoria funcional dependendo da raça ou cor da pele do funcionário. Provavelmente a informação correta seria que o salário médio da raça negra corresponde a 53% do salário médio da raça branca. Isso pode significar que os negros ainda não têm acesso aos cargos com melhores salários.

Há 120 anos os negros foram libertos. Foram tirados da situação de escravos e atirados na situação de miseráveis. Sem instrução, sem qualificação, sem emprego. Enfim, continuaram escravos para não morrerem de fome. Livraram-se apenas das chibatas.

Da abolição até hoje são quase cinco gerações. Seria isto suficiente para que miseráveis, quer negros ou brancos, ascendessem a Classe média alta? Considerando, é claro, as condições normais para evolução aqui no Brasil. Será que aquela diferença na média salarial é fruto apenas da discriminação racial?

Precisamos pensar sobre as informações que recebemos.

Coisas que eu ouço...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Coração

Não vejo razão
No meu coração
Que louco de amores
Provoca tremores,
Me faz louco de paixão.
Mais tarde me despreza
Me entrega à solidão.

Vai entender meu coração!
Que ama até quase estourar
No ímpeto me aquece
Depois, mais calmo, arrefece.
Fica vazio, sem me consultar.

Ai, coração!
Que às vezes faz chorar,
Não tens outra solução
Tu não mereces amar.
Devias enfartar.

Porém, coração!
Se outra coisa não faz,
Além de pulsar.
Te peço perdão,
É mais fácil te culpar.