segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A Lei

Na missa de ontem (15-fev-09), na liturgia da palavra, a primeira leitura citava a lei dos judeus relativa aos leprosos. Ela determinava que se um indivíduo notasse manchas e feridas no seu corpo deveria apresentar-se ao sacerdote. Se este diagnosticasse que era lepra o doente deveria retirar-se do convívio dos demais, vestir-se de trapos e andar com os cabelos em desalinho. O leproso deveria repetir: “impuro, impuro”.

Quem é católico sabe que ao final do texto, o leitor diz: “palavra do senhor” e a igreja responde: “graças a Deus”. Depois a missa segue até a homilia onde o padre faz o sermão e normalmente comenta as leituras e o evangelho.

Na igreja em que eu assisti a missa, o Frei iniciou a homilia dizendo que ele achava que aquele texto (antigo testamento - Levítico) devia ser retirado das missas e que ele, por vontade própria, não respondeu “graças a Deus” no final da leitura. Explicou que celebra missa para doentes de hanseníase e teve vergonha de, nos dias de hoje, ter que fazer um daqueles doentes ouvir o tal texto. Além disso, ele o classificou de discriminativo e isso ele não aceita, assim como não aceita a exclusão racial, social, etc...

Não cabe dizer qual é a igreja e quem é o Frei, mas eu gostei da palavra dele.

Coisas que me tocam.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Preguiça de baiano

Quando resolvi ser “blogueiro”, tinha a intenção de postar um artigo, pelo menos, uma vez por semana. Inicialmente me dediquei e consegui cumprir meu objetivo, depois relaxei, não por falta de tempo ou assunto. Tempo, apesar de sempre reclamarmos a sua falta, sempre o temos, a questão é organizá-lo criteriosamente e assunto nunca falta, um único tema: Futebol; política; arte; vida dos outros; etc. Enfim, há um monte de coisas que eu poderia ter discutido e comentado aqui como tenho feito nas mesas de bares ou nas esquinas, mas não fiz isso por pura preguiça. Preguiça de baiano.

... minha tão grande culpa.