quarta-feira, 30 de abril de 2008

Sem noção e insensível

Henrique passou um mal pedaço no inicio deste ano. A morte de seu pai. Pedro, um sujeito interessantíssimo que há alguns anos se aposentou e retornou a São José do Mipubu no Rio Grande do Norte. Justificando plenamente a máxima: O bom filho a casa torna.

São José é uma pequena cidade de velhos costumes. Então o sepultamento do velho Pedro Freire se deu através de um cortejo que seguiu a pé pelas ruas até o cemitério. Ainda na preparação do cortejo, Henrique foi incumbido, por alguém, de levar uma coroa de flores, caminhando a frente de caixão, descontrolado pela situação aceitou a tarefa.

Uma multidão silenciosa acompanhava o enterro. Henrique, compenetrado na sua missão, demorou a perceber o chamado de um tio, por parte de mãe, que insistentemente repetia:

- Luluca! Luluca! Luluca!

É assim que Henrique é carinhosamente chamado por seus familiares. Ao dar atenção ao tio, que lhe observava carregando as flores, ele ouviu uma frase, certamente por brincadeira, que jamais imaginou que fosse ouvir numa hora daquelas.

Seu tio, com um sorrisinho sarcástico e sotaque nordestino, lhe disse:

- Você está com uma carinha de viadinho!

Agora pode até parecer engraçado, mas esse tio é o cara que a gente pode chamar de "sem noção".

Coisas que me contam...

sábado, 19 de abril de 2008

Midia sufocante

Cara! Ainda estou em plena análise do caso Isabella Nardoni. Cristão que sou, não posso sair por aí acusando pessoas. Também, não posso me calar ante as injustiças. Por enquanto só posso dizer que estou achando a história um pouco fantasiosa. Emocionalmente não consigo acreditar que um pai seja capaz de uma coisa dessas: primeiro matar a filha estrangulando-a e depois atira-la pela janela. Enfim, os monstros existem.

Interrompo minha análise para ver no que dá o caso Farah Jorge Farah, aquele que matou a namorada e esquartejou, para que o corpo acomodasse melhor na “mala" do seu carro. Foi condenado, mas não foi preso. Um tal de hábeas corpus preventivo, garantiu a sua liberdade até ser julgado em última instância. Não entendo nada disso!

Bem! Quando me preparava para voltar aos Nardoni, sou cortado pelo caso Roberto Cabrini. Segundo o advogado, policiais “plantaram” cocaína no porta-luvas do carro dele para forjar um flagrante de tráfico. Motivo: o repórter está fazendo uma matéria investigativa sobre o assunto e parece que está incomodando a alguém. Será?


Outro dia vi um antropólogo no programa Observatório da Imprensa, dizendo que o produto mais lucrativo para a mídia é a violência. Ele tem razão.

Chega! Vou aproveitar o feriadão.

Coisas da mídia...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Motoqueiros da Ponte

Todos os dias, pela manhã e a noite, eu contribuo para aumentar meu nível de estresse, dirigindo nos engarrafamentos da ponte Rio-Niterói. Ali não tem tempo bom, a gente tem que ter uma mala de paciência para suportar.

É lugar comum entre os motoristas que a pista onde o trânsito flui melhor é aquela em que ele não está. Então, cansei de ficar me esgueirando de uma pista para outra e escolhi, definitivamente, a da esquerda. Além de ela ser a que mais “anda” na visão dos motoristas que estão nas outras pistas, é limitada a esquerda por uma mureta que nunca entra, de repente, na sua frente sem nenhuma sinalização.

Porém, há um incomodo nesta pista. Parado ou andando na velocidade média de 4,6 Km/h é freqüente ouvir os “bibis” das buzinas das motos tentando passar entre os carros, quando não conseguem, os “motoqueiros” gesticulam aborrecidos, como que exigindo que você raspe seu carro na mureta para deixar um corredor exclusivo para eles. Não raramente esbarram e arrebentam retrovisores dos carros que, supostamente, os atrasam.

Eu tenho um amigo passa pela ponte há muito mais tempo, ele nasceu em Niterói. Pois é! Não sei se tem alguma coisa a ver, mas o cara parece detestar motos e motoqueiros. Ai do piloto incauto que precisar de uma gentileza dele no trânsito ou se aventurar na sua direção. Pode se preparar pra levar uma fechada, um chega pra lá ou, no mínimo, ouvi-lo rosnar. Eu e outros caronas eventuais já o criticamos por essa atitude.

Hoje estou preocupado comigo e com os motociclistas porque começo a achar que meu amigo tem razão.

Motoqueiro da Ponte Rio-Niterói, não me faça te pegar nojo!

Coisas do dia a dia...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Saindo de fininho

Outro dia, o chefão de uma certa empresa, estava no banheiro fazendo “xixi”, quando o seu celular tocou. O homem ficou indeciso: ou segurava o pinto ou pegava o celular para atender a ligação. Na confusão ele exclamou!

- E agora, o que eu faço?

Um faxineiro que estava por perto, observando a situação, saiu de fininho. De certo, com medo que a autoridade resolvesse pedir ajuda ou pior, lhe desse uma ordem!

Faxineiro experto!

Coisas que me contam...