sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Malabarismo de rua

No sinal fechado
o menino sobe no seu trono e,
na frente dos carros, inicia o seu reinado.
Levanta a camisa, desnuda a cintura e
gira em torno de si mesmo.
Gestual típico de quem diz:
Estou desarmado, não vou assaltar.
Reverencia os motoristas, inclinando a cabeça,
mostra três bolinhas, faz o sinal da cruz e
começa seu espetáculo de malabarismo.
Sua concentração é total,
assim como, seu silêncio.
O que será que ele vê, enquanto as bolinhas
giram entre suas mãos e o céu?
Será que vê pratos de comida, livros, escola?
Será que vê apenas as moedas que ganhará?
Será que as bolinhas girando,
são garrafas plásticas
com "cola de sapateiro" no fundo?
Será que apenas vê suas carências imediatas
e nem pensa no futuro?
Será que ele tem esperança?
Dou-lhe todas as minhas moedas.
Sigo meu caminho.
Agora o que será que ele pensa?
Que lhe dei uma esmola?
Que lhe paguei pelo seu trabalho?
Quanto a mim, não sei o que penso.
Peço a Deus por estes meninos e
agradeço a oportunidade de refletir.

domingo, 18 de novembro de 2007

Observações de Agripino

Agripino há pouco, veio me falar de suas observações sobre alguns partidos políticos. O que ele me disse foi o seguinte:

- Outro dia o PSDB era governo e inventou a CMPF. O PMDB disse sim. O PT foi contra, esperneou, mas a parada foi criada. Noutra feita o PSDB inventou a reeleição. O PMDB disse sim. O PT não gostou, reclamou, gritou, mas não adiantou a reeleição foi criada. Mais tarde o PSDB inventou a prorrogação da CPMF. O PMDB disse sim. O PT como sempre reclamou, subiu nas tamancas, mas fazer o quê? A coisa foi aprovada.

E continuou:

- Agora, que o PT é governo, quer inventar a re-reeleição. O PMDB topa. O PSDB está esperneando. O PT quer inventar a re-prorrogação da CPMF. O PMDB topa. O PSDB faz beiço e bate o pezinho.
Então, eu perguntei ao Agripino, o que ele acha de tudo isso. E ele me respondeu:

- Parece que todo mundo que era do PT foi para o PSDB e os do PSDB foram para o PT. Mas os do PMDB permanecem fieis aos ideais do partido, sempre dizendo sim a qualquer governo.

Sabe, meu caro Agripino! Estou convencido de quê: Nunca na história deste país, foi tão difícil entender a ideologia, a política e os partidos.

sábado, 10 de novembro de 2007

Minas dá leite...

Nós, brasileiros, fazemos piadas com coisas sérias. Melhor assim, do contrário viveríamos num constante mau humor ou, pior ainda, profundamente deprimidos. São tantas que acontecem!

A última que eu soube, diz a respeito ao “envenenamento” do leite, lá pelas bandas das Minas Gerais. Foi Dílson, meu primo, quem me mandou a seguinte frase:

“... e eu que estava morrendo, pensando que era por causa da cachaça e da cerveja. Era o leite! ...”

Demais.