Eu sempre achei que não deveria revelar, aqui no Blog, o meu time de coração, apesar de que todos que me conhecem e que me dão o prazer de visitar e ler minhas postagens sabem que eu sou Fluminense.
A campanha do Fluzão na Copa Libertadores tem me deixado super feliz, mas também, tem abalado o meu emocional. Ando fazendo coisas que jamais imaginei que fosse capaz. Porém isso não é uma loucura exclusiva, outros tricolores têm narrado experiências parecidas.
Nelson Paes me incentivou a contar aqui um fato que aconteceu no segundo jogo contra o Boca Juniors, no Maracanã (04/06/08). Jogo que assisti das cadeiras azuis, pois os ingressos das arquibancadas se esgotaram nas primeiras horas de venda.
A torcida cantava, talvez para aliviar a tensão, o Boca havia feito 1 a 0. Porém, com o gol de empate, explodimos de alegria e alívio (para a maioria). Quanto a mim, ao invés de me acalmar, fiquei mais tenso. Naquela altura eu não tinha mais estrutura emocional para ver a partida. Subi para os corredores de acesso e fiquei andando de um lado para outro. Vez em quando me esgueirava entre as cabeças dos torcedores e via o jogo aos pouquinhos, até que o Flu virou para 2 a 1. Passada a euforia da comemoração voltei a andar pra lá e pra cá. Nesse momento eu estava só e muito mais desorientado.
Eu curtia minha agonia até que de repente surgiu um cara muito mais tenso do que eu. Ele veio andando na minha direção e suplicante, com a voz embargada, me pediu:
- Fica aqui comigo!
Não sei quem era aquele cara. Poderia ser um assaltante de bancos, um traficante, um médico famoso, um policial, o Presidente de uma grande empresa. Enfim, era um tricolor e eu sabia exatamente o que ele estava sentindo. Assim, ombro a ombro caminhamos juntos durante eternos minutos até que os pulos e gritos da torcida comunicaram o terceiro gol do Flu. Fiz coro com a torcida e quando quis abraçar meu novo amigo, ele jazia deitado no chão. Achei que tinha tido um piripaque até que pude ouvir sua voz rouca dizendo:
- Nennnnnse! Nennnnse! Nennnnse!
Levantou-se de um salto, me deu um abraço de agradecimento e sumiu no meio da multidão.
Coisas do futebol...
A campanha do Fluzão na Copa Libertadores tem me deixado super feliz, mas também, tem abalado o meu emocional. Ando fazendo coisas que jamais imaginei que fosse capaz. Porém isso não é uma loucura exclusiva, outros tricolores têm narrado experiências parecidas.
Nelson Paes me incentivou a contar aqui um fato que aconteceu no segundo jogo contra o Boca Juniors, no Maracanã (04/06/08). Jogo que assisti das cadeiras azuis, pois os ingressos das arquibancadas se esgotaram nas primeiras horas de venda.
A torcida cantava, talvez para aliviar a tensão, o Boca havia feito 1 a 0. Porém, com o gol de empate, explodimos de alegria e alívio (para a maioria). Quanto a mim, ao invés de me acalmar, fiquei mais tenso. Naquela altura eu não tinha mais estrutura emocional para ver a partida. Subi para os corredores de acesso e fiquei andando de um lado para outro. Vez em quando me esgueirava entre as cabeças dos torcedores e via o jogo aos pouquinhos, até que o Flu virou para 2 a 1. Passada a euforia da comemoração voltei a andar pra lá e pra cá. Nesse momento eu estava só e muito mais desorientado.
Eu curtia minha agonia até que de repente surgiu um cara muito mais tenso do que eu. Ele veio andando na minha direção e suplicante, com a voz embargada, me pediu:
- Fica aqui comigo!
Não sei quem era aquele cara. Poderia ser um assaltante de bancos, um traficante, um médico famoso, um policial, o Presidente de uma grande empresa. Enfim, era um tricolor e eu sabia exatamente o que ele estava sentindo. Assim, ombro a ombro caminhamos juntos durante eternos minutos até que os pulos e gritos da torcida comunicaram o terceiro gol do Flu. Fiz coro com a torcida e quando quis abraçar meu novo amigo, ele jazia deitado no chão. Achei que tinha tido um piripaque até que pude ouvir sua voz rouca dizendo:
- Nennnnnse! Nennnnse! Nennnnse!
Levantou-se de um salto, me deu um abraço de agradecimento e sumiu no meio da multidão.
Coisas do futebol...
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