quarta-feira, 7 de maio de 2008

Coração

Não vejo razão
No meu coração
Que louco de amores
Provoca tremores,
Me faz louco de paixão.
Mais tarde me despreza
Me entrega à solidão.

Vai entender meu coração!
Que ama até quase estourar
No ímpeto me aquece
Depois, mais calmo, arrefece.
Fica vazio, sem me consultar.

Ai, coração!
Que às vezes faz chorar,
Não tens outra solução
Tu não mereces amar.
Devias enfartar.

Porém, coração!
Se outra coisa não faz,
Além de pulsar.
Te peço perdão,
É mais fácil te culpar.

Um comentário:

ADILSON disse...

Flávio.
Seu poema é bom. Fala de sentimento.
"Lembro de Gibran quando disse:
Quando o amor vos acenar, segui-o, embora seus caminhos sejam árduos e íngremes. E quando suas asas vos envolverem, entregai-vos, embora a espada oculta em sua plumagem possa ferir-vos. E quando ele vos falar, acreditai nele, embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos, como o vento do norte devasta o jardim".